sexta-feira, abril 03, 2009

A sombra não chega
para esta festa do recordar.
Nem a luz varrendo
nossa forma de vida.

Procuramos no mar o horizonte
de um navio,
os olhos de um náufrago. Transformamos
o caminho
de uma criança pela qual nos chamamos.

E isto é assim porquê?
Salvamos uma história e não sabemos
da casa a porta que é distante,
a paisagem, uma noite de inverno
e o corpo, lento, muito lento.

- João Miguel Fernandes Jorge

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