um dia apagam-se os teus braços nas pedras. os teus braços que sobem pelos muros na madrugada azul cinzenta. é útil, porém, ser de chão, sem subir. ter pequenas mãos. tentativos braços. o teu corpo incendiado de cinzento um destes dias respira à tona de água.há um semi-círculo desenhado no rodar dos corpos, dos corpos que passam e regressam na água antes do trovão te rasgar o peito mas tu já não o vês. não o reconheces.
e há um nome semeado ao fundo da tua boca. eu hei-de ir buscá-lo sem sangue, segurando um punhal entre dois dedos. o risco do horizonte da noite desenhado abaixo da linha dos joelhos. será como entrar numa pequena vila ao fim da noite, cortada por duas ruas dividida em quatro quarteirões (um farol no extremo ocidental elucida os barcos da sua presença na costa).
como eu dizia, ir lá buscar o nome com o punhal, memória silenciosa de borboleta contra os últimos braços de luz. ir lá buscá-lo. o nome do tamanho das mãos.
que me esqueça dele depois.
já terei estado em ítaca e saberei para que servem as ítacas.
e há um nome semeado ao fundo da tua boca. eu hei-de ir buscá-lo sem sangue, segurando um punhal entre dois dedos. o risco do horizonte da noite desenhado abaixo da linha dos joelhos. será como entrar numa pequena vila ao fim da noite, cortada por duas ruas dividida em quatro quarteirões (um farol no extremo ocidental elucida os barcos da sua presença na costa).
como eu dizia, ir lá buscar o nome com o punhal, memória silenciosa de borboleta contra os últimos braços de luz. ir lá buscá-lo. o nome do tamanho das mãos.
que me esqueça dele depois.
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