psique traíu-se pela primeira vez aos dezoito anos depois de um breve silêncio acerca de um homem que não por acidente adormecera no seu leito e cujo rosto ela nunca vira até que finalmente o conheceu. traíu-se. aos dezoito anos. exactamente como disse. e ele continuou a dormir até que compreendeu que ela o vira. depois veio sofrer. de mãos pousadas nos joelhos na penumbra um olhar tombado sobre a água à espera de endoidecer pela terceira vez sobre o sono há uma caixa que psique nunca abriu o rosto dele que surge e se some intermitente como escavar o chão na penumbra com as unhas. na penumbra como no leito está não há a pequena vida de psique. e ela traíu-se.
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