que se acerca de uma piscina vazia,
pelo grito da borracha em subterrâneos de cimento,
pela ameaça do liso metal,
pelas raízes desesperadas arruinando o alcatrão,
pelos silos abandonados, cenário
de eróticas destruições e iluminados medos,
e o truque recente, espelho infeliz da história,
é a acústica, a câmara que engana
sob a luz eléctrica, revelando a densidade
de um nervo, o nervo que ainda crê,
anatomicamente.
- Luís Quintais
MAIS ESPESSO QUE A ÁGUA, Cotovia, 2008
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