
Hoje é sexta-feira num daqueles boticários de uma cidade-estado italiana do sec. XIV, um inquilino de passagem que vê as horas revolverem-se dentro do estômago como roupa às voltas num tambor de máquina de lavar como o mar da amurada de um navio mas com vista para uma rua de Florença senta-se na sua loja de toldo amarelo olhando discretamente a esquina. se falasse diria Vendo sem vontade venenos dentro de frascos uma pequena vida a vida miserável vendo raízes e sucos e folhas de plantas. Pequenas vidas. histórias retalhadas. Traficar veneno é miserável por vezes, dou por mim a comer-me no silêncio da pequena loja. Por vezes passam-se semanas sem que entre cá vivalma e quando entram.
Faço exercícios de mortificação à segunda-feira, torna-me parecido com os outros cristãos e com a restante humanidade de um modo geral. Confesso que lhes guardo a complacência do cão. Do cão. A humanidade. Terça-feira chegam os que se querem matar por amor esses entram na morte e aqui a espernear e acidentalmente, por vezes vendo-lhes qualquer coisa, mas apenas na esperança que escapem à água não à morte. À quarta-feira trabalho nas minhas obras completas, ando a fazer um inventariado de envenenados famosos. Preparo a sicuta mas sem gosto, sem vontade. Sócrates, pois. Sócrates e a. Isso é um outro tipo de sorte. Escavo o silêncio nas unhas para preencher os intervalos de trabalho. O próprio trabalho é no fundo um intervalo. Um poço uma aparência de estar vivo e quente contra o chão. Os envenenados escapam da vida sem fogo. Dizia alguém a Sócrates porque estudas essa ária antes de morrer responde sócrates para a aprender antes de morrer para a música dar um intervalo à morte na verdade a morte é um intervalo da música parecido com a pequena raiz que se corta em pedaços sobre a. segrega-se uma seiva uma espécie de. os cobardes entram na morte a espernear por vezes segundos antes sussurram um nome a palavra adia sempre o infinito a palavra rouba tempo ao infinito o que é que eu te ia dizer, o que é que eu te ia dizer o que é que posso na verdade dizer o corpo é de carne de cio não de pedra com veneno ou sem. ia dizer-te esta frase é minha, é minha, esta emulando com outras o final de. este este é o meu veneno. eles os enforcados fazem muito barulho mesmo quando o veneno é um degelo um sono de bronze oferecido dentro de um pequeno e agradável invólucro para consumir lentamente cerrando as mãos contra as coxas. o veneno crispa-nos. eu espero-o de olhos abertos. para mim o veneno quando vier será vermelho. não veio antes da cicuta que é o princípio de tudo.
Faço exercícios de mortificação à segunda-feira, torna-me parecido com os outros cristãos e com a restante humanidade de um modo geral. Confesso que lhes guardo a complacência do cão. Do cão. A humanidade. Terça-feira chegam os que se querem matar por amor esses entram na morte e aqui a espernear e acidentalmente, por vezes vendo-lhes qualquer coisa, mas apenas na esperança que escapem à água não à morte. À quarta-feira trabalho nas minhas obras completas, ando a fazer um inventariado de envenenados famosos. Preparo a sicuta mas sem gosto, sem vontade. Sócrates, pois. Sócrates e a. Isso é um outro tipo de sorte. Escavo o silêncio nas unhas para preencher os intervalos de trabalho. O próprio trabalho é no fundo um intervalo. Um poço uma aparência de estar vivo e quente contra o chão. Os envenenados escapam da vida sem fogo. Dizia alguém a Sócrates porque estudas essa ária antes de morrer responde sócrates para a aprender antes de morrer para a música dar um intervalo à morte na verdade a morte é um intervalo da música parecido com a pequena raiz que se corta em pedaços sobre a. segrega-se uma seiva uma espécie de. os cobardes entram na morte a espernear por vezes segundos antes sussurram um nome a palavra adia sempre o infinito a palavra rouba tempo ao infinito o que é que eu te ia dizer, o que é que eu te ia dizer o que é que posso na verdade dizer o corpo é de carne de cio não de pedra com veneno ou sem. ia dizer-te esta frase é minha, é minha, esta emulando com outras o final de. este este é o meu veneno. eles os enforcados fazem muito barulho mesmo quando o veneno é um degelo um sono de bronze oferecido dentro de um pequeno e agradável invólucro para consumir lentamente cerrando as mãos contra as coxas. o veneno crispa-nos. eu espero-o de olhos abertos. para mim o veneno quando vier será vermelho. não veio antes da cicuta que é o princípio de tudo.
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