domingo, setembro 02, 2007

silêncio! ouviu-se - uma voz rouca
raspada de pedra, fria e seca, eco de um som
gasto há muito tempo
um vulto marcou no chão um risco branco
avisando que dali em frente só se calados -
qualquer um podia entrar mas ninguém podia tirar fotografias
nem notas - nada - tudo lhes seria devolvido
à saída, as ideias e os pensamentos também
- Um passeio pelo silêncio, sem direito a souvenir:
os turistas eram guiados através de um circuito
impossível de descrever e isso era tudo,
voltavam sem nada para contar

...

nesse colapso apagavam-se
os sorrisos contrafeitos
e no olhar inexpressivo havia só
uma doença de impossível diagnóstico

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