A falta de informação e espírito crítico e o excesso de uma motivação alimentada por vaidade leva a maioria dos cronistas portugueses a procurarem uma diversão de temas que apenas indica que se calhar lhes falta alguma higiene intelectual que por vezes é elogiada como sintoma de outra coisa - um suposto domínio talvez um pouquinho descarado de grandes liberdades culturais. Acontece que esse tipo de atenção momentânea evidencia não um real interesse pelos temas mas uma fome de publicar textos, de ter uma opinião e fazer ouvir a sua voz berrante seja a favor disto ou daquilo, não importa. É a feira das vaidades aberta todos os dias.
Este verão quis entender a curiosidade e excitação à volta das colunas de alguns cronistas e o que descobri foi não particularidades interessantes mas uma sublimação da linguagem que acaba por forçar o estilo na falta de uma paixão pelos temas. O nosso ambiente cultural raramente fervilha e se não é a actualidade a oferecer os destaques então cada um imprime o seu modelo e enxerta de artificialidades um vazio que quem está a ler para se interessar e não preocupado com perceber se o X o Y ou Z são bons escribas acaba por se sentir a mais. É como entrar a meio numa tertúlia de pavões - se não te avisaram qual é o tema da dicussão nunca o perceberás.
Este verão quis entender a curiosidade e excitação à volta das colunas de alguns cronistas e o que descobri foi não particularidades interessantes mas uma sublimação da linguagem que acaba por forçar o estilo na falta de uma paixão pelos temas. O nosso ambiente cultural raramente fervilha e se não é a actualidade a oferecer os destaques então cada um imprime o seu modelo e enxerta de artificialidades um vazio que quem está a ler para se interessar e não preocupado com perceber se o X o Y ou Z são bons escribas acaba por se sentir a mais. É como entrar a meio numa tertúlia de pavões - se não te avisaram qual é o tema da dicussão nunca o perceberás.
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