domingo, agosto 05, 2007

A brincar aos imortais

jogamos com as palavras
da mesma maneira
que adivinhamos os deuses
a jogarem com os homens
e se num momento
isto nos parece pouco
é como nos distraímos
disso de sermos apenas
peças para mãos maiores
e assim ocupados estamos
com estas peças infinitas
e também nos sentimos
donos de algum mundo

que mundo é?

é o do faz de conta.

1 comentário:

José disse...

Num certo sentido deveríamos ter a sensação de carregar um grande fardo: o fardo de ajudar o mundo. Não podemos nos esquivar a essa responsabilidade para com os outros. Porém, se assumimos essa fardo como um prazer, podemos realmente libertar o mundo. O meio é este começar por nós mesmos.

Shambala, pag. 43

------------

Sendo trivial não deixa de ser bom recordar