
Depois do Fahrenheit 9/11 o Michael Moore foi atacado, axincalhado, gozado, maltratado, descredibilizado e afastado pela força dos interesses superiores que sempre calam quem não respeita as conveniências políticas e económicas dos grupelhos e lobbys que dominam a nossa fábrica social. Na altura em que vi o documentário fiquei chocado mas não consegui deixar de respeitar um trabalho que vinha do realizador do Bowling for Columbine que, digam o que disserem, é sem dúvida o mais poderoso documentário de sempre e foi distinguido por isso com o óscar. Explico já isto que acabei de dizer - um documentário não deve ser só um excelente veículo de informação, deve comportar acima de tudo uma fórmula mediática de atingir o público, de lançar um alerta para que algo que merece atenção a possa receber.
Se alguém exagera na expressão de uma ideia do contra essa pessoa não está a ser facciosa, está simplesmente a dar um murro na mesa e se tivermos a sorte de que se debata a questão então todos só temos muito a ganhar com isso. Aproveito para citar o Millôr Fernandes - "Li, ontem, um editorial magnífico. Não dizia absolutamente nada, mas era do contra". É bom dar atenção a quem está do contra porque são essas pessoas que por obrigação devemos entender melhor para perceber onde se enganaram.
Parece que com Sicko o Michael Moore está a recuperar a sua imagem e o prestígio que lhe foi reconhecido em tempos. Ainda assim apesar de muitos dos factos ou questões que ele levantou no Fahrenheit já estarem a merecer outro reconhecimento e de a sua forma de agressivo combate à política transfronteiriça dos EUA já não parecer tão ridícula quanto isso, há ainda muitos críticos que continuam a preferir andar embalados na campanha mainstream da oposição relaxada que aponta o dedo quase só como reflexo de um exercício qualquer para não se deixar adormecer.
Foram imensos os nomes dos bimbos que malharam forte e feio no 'gordo lunático' e a verdade é que afinal ao fim de três anos a guerra no Iraque é um erro maior que a do Vietname. E é um erro cuja factura está a chegar em prestações daquelas tipo Cofidis, ou seja, as coisas só agora é que começaram a doer.
De facto quando as pessoas se querem deixar enganar não há nada mais fácil do que fazê-las acreditar que as coisas nunca são tão más como se diz por aí. Já do Diabo se diz que terá conseguido convencer-nos a certa altura que não existia e terá sido essa a maior das suas vitórias. Como podem os homens que tentam fazer alguma coisa pelo bem vencer se o resto do mundo anda convencido de que nada está mal?
Por aqui também ninguém quis reconhecer que o apoio intelectual às políticas anti-terrorismo americanas foi um erro crasso e é por isso que não se pode confiar nos intelectuais - os sacanas estão sempre certos, isto de acordo com os dados que na altura lhes apeteceram.
Infelizmente não posso dizer aqui muitos nomes (não me lembro porque entretanto passaram três anos) mas sei que tanto à esquerda como à direita ninguém sentiu que o seu fatinho políticamente correcto ficava bem ao lado da camisa e do boné do Michael Moore... Quem lhes dera... bimbos!
Vejam aqui um contra-ataque do realizador e sugiro-vos que assistam a este documentário sobre a situação do Iraque americano.
Se alguém exagera na expressão de uma ideia do contra essa pessoa não está a ser facciosa, está simplesmente a dar um murro na mesa e se tivermos a sorte de que se debata a questão então todos só temos muito a ganhar com isso. Aproveito para citar o Millôr Fernandes - "Li, ontem, um editorial magnífico. Não dizia absolutamente nada, mas era do contra". É bom dar atenção a quem está do contra porque são essas pessoas que por obrigação devemos entender melhor para perceber onde se enganaram.
Parece que com Sicko o Michael Moore está a recuperar a sua imagem e o prestígio que lhe foi reconhecido em tempos. Ainda assim apesar de muitos dos factos ou questões que ele levantou no Fahrenheit já estarem a merecer outro reconhecimento e de a sua forma de agressivo combate à política transfronteiriça dos EUA já não parecer tão ridícula quanto isso, há ainda muitos críticos que continuam a preferir andar embalados na campanha mainstream da oposição relaxada que aponta o dedo quase só como reflexo de um exercício qualquer para não se deixar adormecer.
Foram imensos os nomes dos bimbos que malharam forte e feio no 'gordo lunático' e a verdade é que afinal ao fim de três anos a guerra no Iraque é um erro maior que a do Vietname. E é um erro cuja factura está a chegar em prestações daquelas tipo Cofidis, ou seja, as coisas só agora é que começaram a doer.
De facto quando as pessoas se querem deixar enganar não há nada mais fácil do que fazê-las acreditar que as coisas nunca são tão más como se diz por aí. Já do Diabo se diz que terá conseguido convencer-nos a certa altura que não existia e terá sido essa a maior das suas vitórias. Como podem os homens que tentam fazer alguma coisa pelo bem vencer se o resto do mundo anda convencido de que nada está mal?
Por aqui também ninguém quis reconhecer que o apoio intelectual às políticas anti-terrorismo americanas foi um erro crasso e é por isso que não se pode confiar nos intelectuais - os sacanas estão sempre certos, isto de acordo com os dados que na altura lhes apeteceram.
Infelizmente não posso dizer aqui muitos nomes (não me lembro porque entretanto passaram três anos) mas sei que tanto à esquerda como à direita ninguém sentiu que o seu fatinho políticamente correcto ficava bem ao lado da camisa e do boné do Michael Moore... Quem lhes dera... bimbos!
Vejam aqui um contra-ataque do realizador e sugiro-vos que assistam a este documentário sobre a situação do Iraque americano.
Sem comentários:
Enviar um comentário