as mãos do menino tocam acordeão
e sentado à frente dele,
muito pequenino, o seu cão
do tamanho de uma mão
com o olhar molhado
e um balde pequenino
sustido na boca por um cordão
pede-nos
em vez do menino
pede-nos umas moedas a nós
que por acaso subimos a rua
e vemos aquela amizade de todos os dias
que no frio dessa noite nos dói
condói e comove
e por um momento
entregamos as moedas
e é como se comprássemos de volta
a nossa alma.
1 comentário:
muito bom...
parabéns.
bjs
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