
Dos telhados da vizinhança descem gatos
muitos, às dezenas, centenas, são imensos
sombras do diabo, velozes, ferozes, descem
gatos que eu próprio alimentei algumas vezes
irrompem do escuro e interrompem-me na rua
rodeiam-me e os seus olhos fitam-me alarmado,
estou a olhar para mim reflectido por mil espelhos
em todos sou como um rato desgraçado pelo medo...
Subitamente os gatos desaparecem e volto a estar só
neste labirinto de ruas que não me levam a lugar nenhum.
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