Eu acredito na ideia de que é possível nascer uma nova poesia portuguesa. Diferente da velha não por incapacidade nem por necessidade de se afirmar, distanciando-se, mas por uma questão de identidade, porque é preciso que a poesia seja honesta, é preciso que se declare ao espelho (que no caso da poesia são os olhos dos poetas que preferem ler) por aquilo que é... A poesia é uma arte necessária, não como é a prosa, a poesia não obriga a nada, é uma libertação do constrangimento a que o pensamento se sujeita por causa da disciplina da escrita tradicional. Por isso eu defendo uma poesia que seja real e necessária.
Penso que a tendência neste momento será a de os poetas procurarem um reencontro com o sentido profundo das palavras e para isso é preciso respeitar cada uma como se fosse uma nota musical numa composição... Demasiadas notas já não é uma demonstração de virtuosismo complexo, é ruído e é falta de pudor da parte do poeta. Há que voltar a mergulhar nas eternidades que um verso estende sobre nós e é preciso escolher as representações válidas. Isto porque numa fase em que todos tendem a procurar ser originais e criativos muita gente pisa a linha do absurdo e frequentemente coisas desastrosas acabam por ser explicadas à luz da infinita tolerância artística.
A nova poesia não pode continuar a ser uma vaga marginal que conquista apenas nichos intelectualóidos e alguns curiosos, a nova poesia tem que ir em perseguição de um novo público e tem que se esforçar para o merecer. A nova poesia portuguesa deverá ser combativa, aguerrida, verdadeiramente apaixonada e cada vez menos virada para os temas cansados pelos maiores génios. Nenhum poeta português do futuro conseguirá cansar com metafísica rejeitada os leitores como Fernando Pessoa o fez. O século XX acabou.
O nosso século é o XXI e não houve nenhum século tão interessante como este, que ainda agora começou, promete vir a ser. O mundo está aberto, está à espera e basta de ficar a olhar para a semi-glória do passado. Há uma glória futura que nos será servida com mais brilho e entusiasmo do que aquele que nos consentimos sonhar. Temos que ser fortes e vamos ter que parar com a imbecilidade que é esta poesia acrítica que se estrangula a si mesma nos seus devaneios literários. A poesia não é um jogo de literatura, é a cara reflectida do mundo!
Penso que a tendência neste momento será a de os poetas procurarem um reencontro com o sentido profundo das palavras e para isso é preciso respeitar cada uma como se fosse uma nota musical numa composição... Demasiadas notas já não é uma demonstração de virtuosismo complexo, é ruído e é falta de pudor da parte do poeta. Há que voltar a mergulhar nas eternidades que um verso estende sobre nós e é preciso escolher as representações válidas. Isto porque numa fase em que todos tendem a procurar ser originais e criativos muita gente pisa a linha do absurdo e frequentemente coisas desastrosas acabam por ser explicadas à luz da infinita tolerância artística.
A nova poesia não pode continuar a ser uma vaga marginal que conquista apenas nichos intelectualóidos e alguns curiosos, a nova poesia tem que ir em perseguição de um novo público e tem que se esforçar para o merecer. A nova poesia portuguesa deverá ser combativa, aguerrida, verdadeiramente apaixonada e cada vez menos virada para os temas cansados pelos maiores génios. Nenhum poeta português do futuro conseguirá cansar com metafísica rejeitada os leitores como Fernando Pessoa o fez. O século XX acabou.
O nosso século é o XXI e não houve nenhum século tão interessante como este, que ainda agora começou, promete vir a ser. O mundo está aberto, está à espera e basta de ficar a olhar para a semi-glória do passado. Há uma glória futura que nos será servida com mais brilho e entusiasmo do que aquele que nos consentimos sonhar. Temos que ser fortes e vamos ter que parar com a imbecilidade que é esta poesia acrítica que se estrangula a si mesma nos seus devaneios literários. A poesia não é um jogo de literatura, é a cara reflectida do mundo!
1 comentário:
Poesia é o mundo reflectido na nossa cara. Se esse espelho que é a nossa cara tiver arte e saber (literatura), mais impressionante será esse reflexo. Poderá até parecer infinito, ou sê-lo, como imagens de jogos de espelhos.
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