terça-feira, maio 29, 2007

Esbanjadores

A maioria absurda dos poemas que conseguem sobreviver, representar no papel que sujam, no silêncio que incendeiam, a maioria desses poemas não se afundam porque se agarram a bóias, uns versos, às vezes um só, com sorte dois, raramente três... E os poetas que não conseguem ficar-se por uma linha gloriosa precisam de meter-lhe uns pés para se sentarem nessa cadeira que se parece mais com um poema... Ó seus cabrões poupem-nos os olhos, o tempo e a vida que é para viver, também nós podemos escrever as nossas próprias linhas se Deus quiser mas se não sabem poupar escrevam romances e não poesia.

agora leiam isto assim:


A maioria absurda dos poemas
que conseguem sobreviver:
representar no papel que sujam,
no silêncio que incendeiam;
a maioria desses poemas
se não se afundam
é porque se agarram a bóias
uns bons versos
normalmente um só
com sorte dois
raramente três

Ai estes poetas que não conseguem
ficar-se por uma linha gloriosa
precisam de meter-lhe uns pés
para se sentarem nessa cadeira
que então lhes parece mais um poema...

Ó seus cabrões!
poupem-nos os olhos,
o tempo e a vida que é para viver,
também nós podemos escrever
muitas linhas próprias,
se Deus quiser...
mas foda-se se não sabem poupar
escrevam romances e não poesia.

Sem comentários: