sábado, abril 14, 2007

Saltar



O problema de se saltar muito alto, aquele que se confunde com voar, é que nunca nos contentaremos com menos do que isso. É no entanto certo que tudo começa e tudo acaba. “Não há bem que dure para sempre, nem mal que não passe”. Depois quando voltamos ao chão das duas uma: ou há sofrimento e resignação ou há luta para voltar a voar. É sempre assim. Ou estamos num ciclo vicioso ou num ciclo virtuoso. Será portanto o maior vencedor aquele que maior capacidade tiver de se reerguer e nunca aquele que nunca cai. Só não cai quem voa baixinho, com medúfas, e mesmo esses acabam por cair, só que voam tão baixinho que nem se percebe.

A distância entre dois pontos é percorrida com um salto: impulso, ascensão, altura máxima, descida, queda. Quanto maior o impulso, mais alto vamos, mais aparatosa será a queda. Depois é limpar a lama, atar os atacadores dos ténis, e pensar no próximo salto.

1 comentário:

Anónimo disse...

para conhecimento:

http://devaneiosdesintericos.blogspot.com/2007/04/polnia.html

py