
Penso na translucidez dos corpos
panos brancos onde se projectam sombras
como retratos encardidos pela sujidade térrea
a de uma alma que não se lava desde a infância
amarrada só, à espera do oceano da morte
para que o sal purifique a porcaria
esta porcaria que a carrega e pisa
desenhando a giz no chão
essas imagens declinadas
resistências da vida
os corpos
Sinto o corpo esperar
o choque libertador da morte
para se apagar desta negritude
onde a sombra se mortalizou
Ao sentir dor pergunto-me:
Um corpo... Para quê
um corpo?
1 comentário:
um corpo para abrigar a insubstância da alma.. um corpo para exprimir o invisível de nós.
:P
gostei do blog
i'll be back
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