terça-feira, fevereiro 27, 2007

Para um amigo


Para um amigo tenho sempre um relógio
esquecido em qualquer fundo de algibeira
Mas esse relógio não marca o tempo inútil
São restos de tabaco e de ternura rápida
é um arco-irís de sombra, quente e trémulo
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol

- António Ramos Rosa

1 comentário:

Anónimo disse...

bonito