sexta-feira, setembro 15, 2006

O último amigo


Meu soturno amigo
Meu íntimo descontraído
Ao te deitares comigo
Sinto que esvazio e acalmo
Nunca me julgas, nem me aqueces
És só um lençol desprovido de peso
Que se conforma no meu corpo

Azul, azul
Não é a tua cor, é o teu tom
Não é a tristeza, é a liberdade
Quando mais nada me resta
Quando a vida já está
Já não me interessa

Azul como o céu
Azul como o mar
Não me amparas
Deixas-me cair
Deixas-me afogar
Mas vou calmo
Na tua companhia
Meu último amigo
Meu limite
Meu fim

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