
Vergonha do passado!?
É claro que temos vergonha do nosso passado, olhamos para ele e vemos exactamente aquilo que fizemos mal, já o que fizemos bem parece-nos sobretudo coisa natural, mas o que fizemos mal agarra-se a nós, castiga, e agora já saberíamos o que deveríamos ter feito diferente, ou pelo menos como não devíamos ter feito as coisas... Temos vergonha sim do nosso passado mas isso não quer dizer que tenhamos vergonha de nós, o passado torna-se passado e acumula lições, não está lá para ser razão do nosso orgulho mas está lá para nos guiar no dia que chegará amanhã...
Temos vergonha do nosso passado mas não o escondemos e se preciso for até o defendemos, lutamos para manter a integridade das razões opções que de uma ou outra maneira (em consciência ou não) tomámos e que nos fizeram chegar aqui e identificar-mo-nos como nós próprios... Nunca escondemos o passado porque isso é pedir-lhe que se repita e se o ontem é nosso para nos educar o amanhã será o resultado da nossa vontade apoiada pelo que conseguimos aprender da lição...
Jurei mentiras e sigo sozinho
Assumo os pecados
E os ventos do norte não movem moinhos
E o que me resta é só um gemido
Minha vida, meus mortos, meus caminhos tortos
Meu sangue latino
Minha alma cativa
Rompi tratados, trai os ritos
Quebrei a lança, lançei no espaço
Um grito, um desabafo
E o que me importa é não estar,
E o que me importa é não estar,
E o que me importa é não estar vencido
Sangue Latino, Ney Matogrosso
Sem comentários:
Enviar um comentário