terça-feira, agosto 01, 2006

O mundo que interessa



Faço o chão mais mole se precisar de andar descalço
Faço uma vénia ao teu milagre sempre que te anseio
Descubro os tons da minha pele e ainda que inseguro
Não tenho dúvidas de que o que quero é entregar-me

Se raiar um dia escuro, é porque é um dia mentiroso
Peço-te já que desconfies logo, mas não de mim
Desconfia do sol ou da lua (que são insconstantes)
Tanto vão como vêm, mas eu não... Eu estou aqui

Conta as pausas na minha respiração e tens a conta
Que faz este coração quando se retraí e te sente toda
Não preciso que queiras acreditar, basta que o vejas
E se vês acredita, não é preciso esforço, basta-te aceitar

Se doer então que seja falta mas nunca nunca mágoa
Se esqueceres então não olhes, deixa assim abandonado
É melhor se ficar no que é meu e não tiver que ver mais
Porque se o teu não é o meu antes prefiro ser desenganado.

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