terça-feira, julho 25, 2006

Depressão

“Our great depression is our lives” Tyler Durden

As depressões na actualidade são uma constante. Por tudo ficamos deprimidos. Parece até que já nascemos deprimidos. As depressões não são mais, e eu as conheço melhor que ninguém acreditem, do que actos de covardia frente ao mundo. Depressão é igual a niilismo, inação. Como tal, a ação é o caminho para escapar de qualquer depressão. Esse caminho não passa por tomar drogas, receitadas por médicos ou não, são todas drogas. As prisões da mente só podem ser rompidas por revoluções na mente, e essas só podem ter a sua origem em actos de vontade poderosos de espíritos decididos. As pessoas deprimidas têm que compreender que a acção, o tipo de ação que nos impele a enfrentarmo-nos ao mundo e a seguir as nossas convicções, é o melhor remédio para curar qualquer depressão.
O grande problema é que muitos dos homens deprimidos são escravos e aos escravos não se lhes permite tal tipo de ação libertadora.
Estes homens são escravos das suas mulheres, da televisão, do chefe no trabalho, dos pais, do que os seus amigos pensam sobre a sua pessoa, dos cânones de beleza estipulados pela pop-sociedad-star, são escravos da definição de sucesso da sua sociedade, são escravos das suas contas bancárias, são escravos dos seus medos e prejuízos, são escravos do seu tempo, da cultura e de muitas outras coisas.
Mas realmente, se pensarmos bem sobre o assunto, nada disto realmente importa. Não é que a tua mulher não tenha importância, simplesmente, um matrimônio não é igual a um contrato de escravidão. Não é que o trabalho não seja importante, simplesmente se o trabalho te impede de ser livre deixa-o e arranja outro, é a única opção (válida). O dinheiro é importante, mas se te separa da felicidade renuncia a ele! Se os teus medos não te deixam evoluir e se os teus prejuízos impedem que compreendas o mundo como realmente é, rompe com medos e prejuízos!
Sei que nada disto é fácil, ás vezes necessitamos até algum pequeno empurrão. Recordem como se liberta o protagonista de Fight Club, recordem o chinesito a quem Tyler ameaça matar se não persegue o eu sonho e se deixa de merdas. O único certo, inequívoco, é que por mais difícil que seja conseguir a liberdade, merece sempre a pena lutar por ela.

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