terça-feira, julho 25, 2006

21 anos depois...



Passaram-se 21 anos desde que esta obra se iniciou... Obra humana.
gosto de pensar que foram 21 Verões... Verão é a minha estação, é onde eu paro antes de seguir para outro lado. O meu momento de realizar o que fiz e adivinhar o que ainda vou fazer. E agora estou novamente na estação sem saber quando chega o primeiro comboio para me levar daqui... Novamente é um momento de balanço, um momento em que posso decidir por escolhas que vão mudar o que está para ser...

Ainda estou a meio do projecto mais evidente, mas vai bem até agora e tenho necessidade de juntar as mãos mais que cinco vezes ao dia para agradecer... Sou afortunado pela sorte de ter percebido que a vida se rege por três vontades - a do esforço, a do oportunismo e finalmente e mais importante a da compreensão do espírito integrado...

O mais estranho ainda assim não é ver para diante, além onde vão desaguar os sonhos de realizações por vir... O mais difícil é mesmo relembrar o miúdo que apesar de estar cá dentro vem perdendo as suas sensações e ilusões sobre a maturidade... Bem os 21 já seriam aqueles... Que grande já seria eu, que construções tão inenarráveis teria feito de forma a que fossem demasiado grandes para que um miúdo as tentasse espremer para caberem na sua pequena cabeça.

O resto não interessa, são tudo pensamentos mas este dia, o dia 25 de Julho há-de ser sempre o tal dia... Há-de vir sempre o dia 25 de Julho e onde quer que eu estiver vou pensar nas mesmas linhas de referência e ter sensações estranhas, agradáveis e tristes ou incómodas e a insegurança... A insegurança aperta tanto neste dia.

Ainda no campo das esperanças peço ao mais forte dos da trindade para me inspirar e me deixar cumprir o ano, aos outros dois peço o favor.

Recebi uma arca de tesouro e senti o que sente o miúdo no sonho quando depois de uma aventura do caraças encontra na ilha dos piratas um baú cheio de tudo o que vale mais.

Acho hoje que cresci e não mudei nada.
Não me importo, fico feliz... Vou crescer tanto mais e subir e ver mais alto e tocar mais alto e perceber que o que antes parecia grande agora é até bem pequeno...

Sem comentários: